segunda-feira, 30 de julho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Raso.
Tava indo leve.
Direito.
Daí torno-me acessório.
Não entro.
Fico na sala de espera.
Angustiado por dias, ali.
Não nos falamos.
Não sei o que, de verdade se passa.
Estranho.
domingo, 18 de março de 2012
Casal da van
Via de longe. Na mesma esquina, os mesmos corpos com os quais divido espaço diariamente na van. Ralentei os meus passos, na tentativa de testemunhar o reencontro. Imaginei, enquanto ele atravessava a rua, sua história. A história deles dois. Os pequenos fragmentos de carinho se amontoando. Ele atravessa. Olho discretamente para o que esperava na esquina do Rei do Mate. Agora mesmo olhando no relógio, já abrira um sorriso gigantesco. O corpo se transformando em gestos, à espera do outro. O abraço se espreguiçando, antecipando a síntese de um beijo que não acontece. Na mesma hora no mesmo lanche antes de irem para casa após um dia imaginado cheio de trabalho desgastante. A beleza e o inferno da rotina. O cultivo do afeto, da atenção, do cuidado. Do amor. Cada dia.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Leve Pague
Hoje começou cinza, gosto de bolo do final de semana.
To sem scanner pra colocar as traduções de pensamentos.
Mas como gostaria!
Teve surpresinha lá pra meio-dia.
Gostinho de fase bônus.
To sem scanner pra colocar as traduções de pensamentos.
Mas como gostaria!
Teve surpresinha lá pra meio-dia.
Gostinho de fase bônus.
domingo, 18 de setembro de 2011
Retorno
Gosto, no domingo, do banho com os raios de sol.
Da janela que aquece as gotas que me lavam.
Agora, noite, já me lembro do que volta, da hora de acordar antes, tomar banho sem me ver.
Da janela que aquece as gotas que me lavam.
Agora, noite, já me lembro do que volta, da hora de acordar antes, tomar banho sem me ver.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Contentamento
Qualidade suprema da felicidade por si só e plena.
Desejo muito aprender este ensinamento. Minha mente muito inquieta, percorre os mesmos lugares já visitados.
Vontade de ligar...
Desejo muito aprender este ensinamento. Minha mente muito inquieta, percorre os mesmos lugares já visitados.
Vontade de ligar...
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Retomando
Bom, voltei após quase um ano.
Na esperança de que o blog cumpra a função à qual ele mais têm se prestado e no anseio de conseguir mudar isto também.
Ele sempre foi mais respirar do que design.
No momento é o que eu preciso, busco, tento.
Nas vezes que o utilizei para isto, deu sempre certo.
Tentarei equilibrar esta balança, mas no começo, preciso pegar ar.
O fim.
Tenho sido um mau-perdedor.
Daqueles que não se conformam com a óbvia interrrupção definitiva.
Daqueles que se abatem diante da rua sem saída.
Daqueles que ligam dia e noite, sem assunto, e ainda tomam fora, mas que se contentam com a minúscula partícula de atenção e conexão de segundos que aqueles xingamentos mantém.
Daqueles que se prendem neste momento.
E flutuam, orbitando num passado que nunca se contruiu.
Daqueles que se martirizam pensando no futuro que haveria de ser brilhante se tudo fosse diferente e se, fossemos duas pessoas outras que não nós mesmos.
O tempo.
Tudo passará.
Dizem que este, "melhor remédio", é eficaz.
Mas não passa.
Se arrasta, demora, enrola, desgasta.
Machuca.
E eu quero ir lá.
Revisitar a dor nem que seja para esclarecer tudo.
Nem que seja para botar um ponto bem no fim.
Que fim foi esse?
Virou-me as costas, minha última visão.
Num dezembro terrível de véspera de natal.
Disse-me "tchau" num tom deprimente, as palavras nem saíram da boca.
E aquele foi o instante derradeiro.
Nunca mais vi, nem suas costas.
Até o carnaval.
Até o acaso.
Até o desprezo e a dureza e a aspereza de um milhão de pessoas pulando sem sentido.
Até o final total da alegria.
Até a incompreensão do que fazia eu ali.
Até o tempo voltar para a imersão completa na mais profunda ingratidão dos tempos.
A triste contastação de que nada sobrou.
Ruínas?
Nem isso. Para haver ruínas, algo antes precisaria ter sido edificado.
Poeira sobre o móvel.
Não consigo limpar, o pó, tão fino, é o que sobra.
É pouco.
Eu sei.
É o que tenho, lembranças finas da falta de coragem.
Da covardia.
Tudo que sei é que quero me livrar de suas memórias.
Tudo que quero é saber lhe apagar do meu pensamento.
Queime.
E se vá.
Logo.
Na esperança de que o blog cumpra a função à qual ele mais têm se prestado e no anseio de conseguir mudar isto também.
Ele sempre foi mais respirar do que design.
No momento é o que eu preciso, busco, tento.
Nas vezes que o utilizei para isto, deu sempre certo.
Tentarei equilibrar esta balança, mas no começo, preciso pegar ar.
O fim.
Tenho sido um mau-perdedor.
Daqueles que não se conformam com a óbvia interrrupção definitiva.
Daqueles que se abatem diante da rua sem saída.
Daqueles que ligam dia e noite, sem assunto, e ainda tomam fora, mas que se contentam com a minúscula partícula de atenção e conexão de segundos que aqueles xingamentos mantém.
Daqueles que se prendem neste momento.
E flutuam, orbitando num passado que nunca se contruiu.
Daqueles que se martirizam pensando no futuro que haveria de ser brilhante se tudo fosse diferente e se, fossemos duas pessoas outras que não nós mesmos.
O tempo.
Tudo passará.
Dizem que este, "melhor remédio", é eficaz.
Mas não passa.
Se arrasta, demora, enrola, desgasta.
Machuca.
E eu quero ir lá.
Revisitar a dor nem que seja para esclarecer tudo.
Nem que seja para botar um ponto bem no fim.
Que fim foi esse?
Virou-me as costas, minha última visão.
Num dezembro terrível de véspera de natal.
Disse-me "tchau" num tom deprimente, as palavras nem saíram da boca.
E aquele foi o instante derradeiro.
Nunca mais vi, nem suas costas.
Até o carnaval.
Até o acaso.
Até o desprezo e a dureza e a aspereza de um milhão de pessoas pulando sem sentido.
Até o final total da alegria.
Até a incompreensão do que fazia eu ali.
Até o tempo voltar para a imersão completa na mais profunda ingratidão dos tempos.
A triste contastação de que nada sobrou.
Ruínas?
Nem isso. Para haver ruínas, algo antes precisaria ter sido edificado.
Poeira sobre o móvel.
Não consigo limpar, o pó, tão fino, é o que sobra.
É pouco.
Eu sei.
É o que tenho, lembranças finas da falta de coragem.
Da covardia.
Tudo que sei é que quero me livrar de suas memórias.
Tudo que quero é saber lhe apagar do meu pensamento.
Queime.
E se vá.
Logo.
terça-feira, 11 de maio de 2010
88º almoço
hauhauah virei um glutão aqui, vou mudar o nome do blog, pra algo mais gastronômico! rs
fotinho do dia: almoço caprichado.
Receita: Tarte d'Épinard.
Bom foi um improviso só. Leva espinafre, molho branco francês (super fácil e delicioso nao precisa de leite nem ovos!) alho, e massa folheada, ah mozzarela tb!
Resultado: gosto muito bom, delicioso realmente, mas meio molenga... ficaria ótimo, perfeito em porçoes individuais, tipo mini torta...
Receita do molho, momento mais você:
30g manteiga
40g farinha de trigo
500ml de água quente
sal e pimenta a gosto
1-Derreta a manteiga em uma panela. (separe uns pedacinhos micros pro final)
2- Adicione farinha
3- Cozinhe 2 a 3 min com fogo baixo
4- Adicione água quente aos poucos
5- Mais 10 minutos no fogo. (jogue os pedacinhos de manteiga nesse momento de cozimento)
sempre mexendo!
voilá!
facinho né?
bisou
i
fotinho do dia: almoço caprichado.
Receita: Tarte d'Épinard.
Bom foi um improviso só. Leva espinafre, molho branco francês (super fácil e delicioso nao precisa de leite nem ovos!) alho, e massa folheada, ah mozzarela tb!
Resultado: gosto muito bom, delicioso realmente, mas meio molenga... ficaria ótimo, perfeito em porçoes individuais, tipo mini torta...
Receita do molho, momento mais você:30g manteiga
40g farinha de trigo
500ml de água quente
sal e pimenta a gosto
1-Derreta a manteiga em uma panela. (separe uns pedacinhos micros pro final)
2- Adicione farinha
3- Cozinhe 2 a 3 min com fogo baixo
4- Adicione água quente aos poucos
5- Mais 10 minutos no fogo. (jogue os pedacinhos de manteiga nesse momento de cozimento)
sempre mexendo!
voilá!
facinho né?
bisou
i
quinta-feira, 29 de abril de 2010
volta
não tenho sobre o que escrever. na verdade começo sem saber. mas o começo por si já é um bom início. escrevo o que sinto no íntimo e o fato é que a saudade realmente começa a doer. arrebenta no peito a vontade de um só abraço de uma só pessoa que depois de meses, e brigas e desentendimentos, límpida e cristalina se estabelece a verdade do amor. e faz falta, aquela cara engraçada, aquele abraço do mundo, aqueles segundos onde nada existia além de eu e você. fazem falta as besteiras desperdiçadas, o jantarzinho na Maria Fernanda, não assistir o chato do Marley e Eu... Faz falta a ansiedade pro ônibus chegar em Niterói. faz falta eu me arrumar bonitinho pra vc, faz falta seu sorriso semi aberto discreto e escancarado quando me via, mesmo na casa da Elianne. Sinto falta de você e conto os dias pra retornar ao seu amor.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
foto pra provar!
muitas coisas feitas e um pouco resfriado.
Mas comemos o pão que eu mesmo fiz e me lembrei da madrinha querida, do Brasil e de como eu estou evoluindo no métier gastronomico. Mas tive que mudar a receita o fermento biológico daqui é em pó e diferente do que eu conhecia... Bom, deu certo!!!!!!!!!!!!
bjs
i
PS: na foto ele nao ficou bonito, como o bolo frango de aniverssário, mas isso é culpa da nossa única forma!
dia de gostinhos
Hoje amanheci organizado. fiz listinha de coisas, das quais já completei 3. Eram 5 coisas. Email para professores da ESADSE (en français bien sure, registre aí que demoro umas duas horas pra escrever (mal) em francês), Lavar e pendurar roupas (Lêrelerê), e finalmente os deliciosos gostinhos de lembrança. Fiz empadinhas de queijo, receita que não sei mais se é da mãe ou da vó, mas tinha muito gosto de casa, com acento franco-italiano. Meus Deus, o queijo parmesão que comprei na Itália! o que é isso!!!!!! Lá eu comi queijo parmesão puro com tomate. Uma coisa incrível. Arroz com batatinha cozida (esse é da mãe mesmo, nos dias em que estou meio doentinho como no Brasil isso)... Et voila, por ultimo mas nao menos importante, pão caseiro, receita da madrinha Lourdes, que tá pronto mas nao sei se tá bom! hauhauah. Vou abrir no lanche da tarde! hauahuahuaha. Fotos pra provar que já estou cumprindo meu quarto objetivo: atualizar as fotos pro pessoal do Brasil! Falta então esse, em curso e as listas de dinheiro e viagens a fazer! E o saldo do dia será mto bom! :D bjs e saudades de todos. i
quarta-feira, 3 de março de 2010
saudade
hoje muita coisa fez falta. desde coisas pequenas e grandes, até pessoas chatas junto com as queridas... achava que ia demorar mais um pouquinho...
segunda-feira, 1 de março de 2010
menage. agora tenho um quarto! e um micro! rs
A mais nova descoberta é que não consigo conviver com sujeira. O microondas tava nojento. nojento. repito une fois plus: nojento. Foi simples, trabalhoso, mas indolor resolver essa situação. Passei também pano com produto na cozinha e no quarto! Várias fotos pra provar. Denise, ainda to te devendo aquela foto... rs
De quebra o almoço e domingo foi meu. Em tempo recorde preparei Ratatouille, Arroz e Salada.
bjs
i
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
petit cadeau
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
mon anniversaire
Atendendo a pedidos começo um diário de bordo.
Cansado, confesso, aqui em Saint Etienne já passa das 23h de um dia longo de extensas caminhadas.
Meu primeiro aniversário francês teve diversos gostos. Nenhum deles foi triste ou pessimista. Senti falta de todo mundo, claro. Foi de fato muito ruim um primeiro dia de aula em uma faculdade tão bagunçada quanto enorme e linda. Procurei todo o tempo por aulas. De fato a atividade em si era procurar. Só encontrei uma, lá pelas 15h30, de ateliê de animação (oba!!!), após receber meu primeiro parabéns da Lia, que chegava de Paris. No meio dessa busca toda e do encontro da versão francesa do que, na uff, seria um professor falcatrua, não tive nem pensamento de dizer a tão ensaiada: "bonjour, je m'appele Iuli, je suis un etudiant brésilien et ajourdhui c'est mon anniversaire!". Mas isso, repito, não foi triste.
A noite foi bastante divertida. A tarefa de fazer um bolo quase sem ovos e de encontrar no mercado um produto que faz "grandir des gateaux" ocupou bastante tempo. O bolo em si ficou ótimo. À quatro mãos! E a minha, não foi a que ligou o forno, como disseram as más linguas brasileiras.
Preparamos a mesinha especial. Lia sempre com muito carinho, separou os queijos e os vinhos, fez molho para a salada e cortou a baguette em pedacinhos! Arrumeio lap top bem posicionado para que, na hora marcada, 20h15 daqui, pudessemos juntos cantar parabens. Foi emocionante sentir todo mundo na mesa. Ver os olhinhos brilhando, ouvir palavras queridas. Familia amada e amiga única. Dandy, nunca ri tanto contigo! Não vou me esquecer das fotos do computador que vc tirava e, enfim confesso, também as tirei!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
enfim pra mim mesmo:
joyeux anniersaire!!
Cansado, confesso, aqui em Saint Etienne já passa das 23h de um dia longo de extensas caminhadas.
Meu primeiro aniversário francês teve diversos gostos. Nenhum deles foi triste ou pessimista. Senti falta de todo mundo, claro. Foi de fato muito ruim um primeiro dia de aula em uma faculdade tão bagunçada quanto enorme e linda. Procurei todo o tempo por aulas. De fato a atividade em si era procurar. Só encontrei uma, lá pelas 15h30, de ateliê de animação (oba!!!), após receber meu primeiro parabéns da Lia, que chegava de Paris. No meio dessa busca toda e do encontro da versão francesa do que, na uff, seria um professor falcatrua, não tive nem pensamento de dizer a tão ensaiada: "bonjour, je m'appele Iuli, je suis un etudiant brésilien et ajourdhui c'est mon anniversaire!". Mas isso, repito, não foi triste.
A noite foi bastante divertida. A tarefa de fazer um bolo quase sem ovos e de encontrar no mercado um produto que faz "grandir des gateaux" ocupou bastante tempo. O bolo em si ficou ótimo. À quatro mãos! E a minha, não foi a que ligou o forno, como disseram as más linguas brasileiras.
Preparamos a mesinha especial. Lia sempre com muito carinho, separou os queijos e os vinhos, fez molho para a salada e cortou a baguette em pedacinhos! Arrumeio lap top bem posicionado para que, na hora marcada, 20h15 daqui, pudessemos juntos cantar parabens. Foi emocionante sentir todo mundo na mesa. Ver os olhinhos brilhando, ouvir palavras queridas. Familia amada e amiga única. Dandy, nunca ri tanto contigo! Não vou me esquecer das fotos do computador que vc tirava e, enfim confesso, também as tirei!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
enfim pra mim mesmo:
joyeux anniersaire!!
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
surdez
tem uma semana estou surdo. parcialmente. essa inflamação com tamponamento está me fazendo refletir muito. Ouço minha voz, e fora o silêncio. No centro da cidade, nada de barulho... A pessoas correm mudas, as buzinas não tocam, os carros passam e a chuva só cai, sem raios ou trovões. No ilha, onde moro, as kombis não me perturbam... nada de cocotá... nada de tauá. Muito menos bancários...
Em alguns aspectos tá sendo bom (gente não se preocupe, estou medicado, em 2 dias some...) e é bom que não seja pra sempre.
i
Em alguns aspectos tá sendo bom (gente não se preocupe, estou medicado, em 2 dias some...) e é bom que não seja pra sempre.
i
sábado, 2 de janeiro de 2010
momentos
Tem uns momentos estranhos na vida da gente... Tá tudo bom, apesar de algumas coisitas terem dado errado... Mas é uma hora pré qualquer coisa que apavora. É a véspera, e os minutos pesam. É uma véspera e o desejo que tudo dê certo faz com que eu queira fazer tudo q não fiz antes do dia. Da viagem. Parto pra longe mas sei que comigo vai muita alegria, vai muita gente, muita saudade e também que vêm só coisas boas depois disso. Mas isso, essa característica de mudar tudo, completamente tudo de uma hora pra outra, falta 1mês e 3 dias, isso apavora por inteiro. Dá um medo danando e gostoso.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
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