Nem era tão simples ou indolor.
Um verdadeiro formigueiro.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
Fantasmas

Tinha um fantasma debaixo da cama que todos os dias assombrava. Sobrenaturalmente voava com o vento frio das memórias tristes. Voava pra perto. Vinha, de longe.
Todos os dias, novamente e sempre, o desespero rondava. E a curiosidade aumentava. Proporcionalmente. Não apenas ela, pois que, visto o vulto do fantasma, a surpresa já havia há tanto se esparsado. Um amálgama disforme de talvez uma vontade perigosa de revisitar a dor.
Não sem sentido. Tento as palavras, mas elas não brilham tanto ou não são tão opacas quanto o que sinto.
Sentia medo, movido por uma leve e agradável vontade de embrenhar-me no limite do prazer já conhecido.
Um risco. Esse é o nome, quase preciso, da experiência fantasmagórica que almejava percorrer.
Um dia, como hoje... Do nada, do mais claro raio de sol, eis que uma voz lamacenta se erige. Demoro a identificar, não era a noite dos fantasmas com luz da lua cheia, nuvens no céu, música de suspense, coração acelerado e aquele temático vento frio. Não havia morcegos ou outra atmosfera.
Era dia! Tão alegre em mim, que assim o fosse! Não deixei me abater.
Levantei meu corpo, alteei a voz. Como de súbito tomado por um imenso auto-amor e segurança, não permiti o medo. Avancei. Ultrapassei o pântano e com doçura característica puxei o lençol branco.
Por debaixo, apenas uma formiga. Magra, pequena, achatável e miseravelmente sozinha.
Todos os dias, novamente e sempre, o desespero rondava. E a curiosidade aumentava. Proporcionalmente. Não apenas ela, pois que, visto o vulto do fantasma, a surpresa já havia há tanto se esparsado. Um amálgama disforme de talvez uma vontade perigosa de revisitar a dor.
Não sem sentido. Tento as palavras, mas elas não brilham tanto ou não são tão opacas quanto o que sinto.
Sentia medo, movido por uma leve e agradável vontade de embrenhar-me no limite do prazer já conhecido.
Um risco. Esse é o nome, quase preciso, da experiência fantasmagórica que almejava percorrer.
Um dia, como hoje... Do nada, do mais claro raio de sol, eis que uma voz lamacenta se erige. Demoro a identificar, não era a noite dos fantasmas com luz da lua cheia, nuvens no céu, música de suspense, coração acelerado e aquele temático vento frio. Não havia morcegos ou outra atmosfera.
Era dia! Tão alegre em mim, que assim o fosse! Não deixei me abater.
Levantei meu corpo, alteei a voz. Como de súbito tomado por um imenso auto-amor e segurança, não permiti o medo. Avancei. Ultrapassei o pântano e com doçura característica puxei o lençol branco.
Por debaixo, apenas uma formiga. Magra, pequena, achatável e miseravelmente sozinha.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Amma, frase de hoje
"No futuro, as pessoas ficarão muito fracas se não forem capazes de encontrar descanso dentro de si mesmas, porque será cada vez mais difícil encontrar alguém que as ame sem esperar nada em troca. Corajosos são aqueles que encontram a paz em sua própria mente, sob quaisquer circunstâncias, e não os que dependem de outras pessoas ou de objetos materiais para a felicidade. Foi isto o que Sri Rama, Sri Krishna e outras encarnações divinas nos ensinaram." Amma
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Post pra animar



Lembrar de uma das coisas que está em processo criativo me faz feliz. Não Feliz. Mas de uma forma delicada e singela me faz pensar nas coisas boas, ainda que o tumulto se sobreponha. Então vamos lá: Filme do Diego González, baseado no conto homônimo do Jorge Furtado. Muito bom, trilha bacaninha composta especialmente pro curta e um design que vai ficar show de bola com as animações tinindo!
:D
agora chega de posts que (adivinhem!) meu braço já está doendo!
Espera
Então.
Tem semanas, talvez meses que to sem mesa.
Tem semanas que tem uma obra interminável tomando conta com batidas infernais ou poeiras encardidas, da casa inteira. Não tem um cômodo que não esteja um caos total. Descupinização, pinturas, quebradeiras. Não tem um espaço livre, Tá tudo pra fora dos quartos e não tem uma mesa que possa ser usada.
A minha nova mesa tá chegando... Lá pro dia 7 tudo vai mudar. Espero que acabem as dores também...
Espero.
Tem semanas, talvez meses que to sem mesa.
Tem semanas que tem uma obra interminável tomando conta com batidas infernais ou poeiras encardidas, da casa inteira. Não tem um cômodo que não esteja um caos total. Descupinização, pinturas, quebradeiras. Não tem um espaço livre, Tá tudo pra fora dos quartos e não tem uma mesa que possa ser usada.
A minha nova mesa tá chegando... Lá pro dia 7 tudo vai mudar. Espero que acabem as dores também...
Espero.
Síntese

Texto original, um desabafo sobre tendinite (ou alguma outra inflamação que nenhum médico resolve) e a roda que gira em torno de elementos estagnados: monografia, trabalhos, site pessoal, portfólio:
"Minha mão tá secando. Parece não ir mais. O traço, não encontro, o mouse não clica, o pensamento se desvia, resvala... O braço dói demais, todas as ferramentas tornam-se improdutivas..."
terça-feira, 21 de abril de 2009
música
"Às vezes penso que sei a origem do buraco. Fica tudo tão claro, quase não penso talvez.
Olho, vejo, aprecio...
Entendo, de tanto jeito que não preciso viver o mesmo.
Penso e sinto."
Tava pensando sobre como cometo o mesmo erro tantas vezes, e como, em algumas delas é pelo fato de achar que, pelos mesmos, não mais passarei. Supondo-me imune, caio num buraco. Depois levanto e, quem sabe aprendo. Errando.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
me despedindo da UFF
quarta-feira, 15 de abril de 2009
eu sou uma pilha de papéis amassados
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Titio chegando
domingo, 12 de abril de 2009
Dandara na "aula"

"Aula" muito boa essa...
Dandara, de blusa nova que o irmão deu, tava rabiscando, Aline quicando na cadeira, indo pra frente e pra trás, quase caindo e babando de sono e eu desenhando as duas. Dei uma photoshopada pra gerar algum significado. Achei essa folha do sumário de um livro velho sobre o Brasil.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
O vento voa...
Esperança
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Variações sobre o mesmo tema.
Temático: continuando | Amor
"O que eu conheci até agora, nada disso foi amor. Pode ter sido qualquer coisa. Mas antes fosse voz que pudesse falada.
É voz muda...
Quando me lembro, as coisas lembram de mim.
Por elas mesmas, cada momento volta
e volta a doer. De outra forma, talvez pior, porque não era amor."
escrito e sketchado em 27/dez/2008
Primeiro Spread
sábado, 21 de março de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Box do Banheiro
Eu ofusquei.Travei sonhos. Abri o caminhão de lixo e despejei tudo córrego abaixo. E eles foram. Desceram velozmente. Alguns quebraram-se já no barranco. Outros não chegaram a tocar na água, presos pelo caminho.
Dos que passaram uma margem, alguns se afogaram. Outros lutaram bravamente por suas existências.
Ao fim, nada mais do mesmo jeito, procuro, pelos campos, novas flores.
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